Edson Passos: Flu tenta acordo com CBF e projeta estreia contra o Santos
Para reduzir custos e apressar reforma, Tricolor espera autorização para mandar jogos com capacidade reduzida. Acordo com America é estendido ao Carioca de 2017
Foi no começo de maio que o Fluminense anunciou a parceria com o America e deu início à obra de melhoria de Edson Passos. Porém, um mês depois, os clubes ainda não assinaram o contrato para a utilização do estádio Giulite Coutinho, pelo Tricolor, no Brasileirão. A burocracia da troca de documentos, com a novidade do uso do local no Carioca 2017, entre as partes e a dependência de um laudo dos Bombeiros atrasam a formalização. Mais: há expectativa de liberação da CBF para mandar partidas com a capacidade abaixo do estabelecido pelo regulamento. Enquanto o martelo não é batido, a estreia foi adiada. Deve ocorrer no confronto com o Santos.
Fluminense deve mandar jogo contra o Santos em Edson Passos (Foto: Hector Werlang)
As direções dos clubes não temem que a parceria seja desfeita. A assinatura do contrato deve ocorrer na próxima semana. Peter Siemsen, presidente tricolor, por exemplo, estava em viagem nos últimos dias. A garantia do entendimento se dá pelo simples fato de que a obra anda. Por ora, o gramado é reformado. Os vestiários, a instalação do circuito interno de TV e pequenos reparos nas arquibancadas são os próximos passos. Mas, então, por qual motivo o Flu não mandará o jogo contra o Grêmio lá?
Na época do anúncio da utilização de Edson Passos, o Tricolor não definiu data para estreia. A partida contra os gaúchos era apontada como possibilidade. Não ocorrerá - a CBF anunciou que o duelo será dia 11 em Volta Redonda. O período de chuvas no Rio atrasou a reforma do gramado - o Flu é responsável pela melhora do campo anexo do estádio, para treinos do America. Como o Tricolor negocia mandar o jogo com o Corinthians em Brasília, o desafio diante do Peixe, pela 10ª rodada, dia 22 de junho, surge como provável estreia em Edson Passos.
O Giulite Coutinho tem capacidade de 13.544 pessoas, de acordo com o Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI). Como há necessidade de alguns reparos nas arquibancadas, os Bombeiros haviam liberado 9.440 lugares para o Carioca. O Flu irá fazê-las, então, poderá retomar a diferença. Por questões de segurança, os Bombeiros não liberam 15 mil pessoas, o definido no regulamento do Brasileirão. Este número teria de ser atingido com arquibancadas móveis, o que, na avaliação tricolor, é caro. Isto geraria a necessidade de nova vistoria, de novo laudo. A solução encontrada é pleitear uma liberação da CBF usando como argumento a excepcionalidade do caso - Maracanã e Nilton Santos estão cedidos à Rio 2016. Em caso de insucesso, não haverá remédio: as arquibancadas moveis terão de ser construídas.
Pelo acordo, o Fluminense não pagará aluguel e tampouco dividirá a renda dos jogos com o America. Usará o estádio mediante as reformas que irá fazer. O custo é de R$ 700 mil. A novidade das últimas tratativas é a concordância de usar o estádio no Carioca de 2017. O Flu não sabe os rumos do Maracanã - a concessionária tenta devolver o estádio ao governo do Rio de Janeiro. Desta forma, Edson Passos seria uma solução aos jogos de pequeno porte.

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